Dia 23 de abril

Dia 23 de abril

Dia 23 de Abril

“Eu sou descendente Zulú
Sou um soldado de Ogum
Devoto dessa imensa legião de Jorge
Eu sincretizado na fé
Sou carregado de axé
E protegido por um cavaleiro nobre
Sim vou na igreja festejar meu protetor
E agradecer por eu ser mais um vencedor
Nas lutas nas batalhas
Sim vou no terreiro pra bater o meu tambor
Bato cabeça firmo ponto sim senhor
Eu canto pra Ogum…”

Hoje é dia de grandes festas e comemorações. É o ano novo, é o natal do suburbano. Esse
texto é pra quem é do babado. Não me venham reclamar de fogos de artifício 6h da manhã,
ou que o feriado foi adiantado por conta da pandemia. Aqui estamos falando de louvar
Deuses, Orixás, Santos, renovar votos de fé, de acender velas, de agradecer, de se
proteger. Estamos falando de Santa Cruz, Campo Grande, Quintino e outros bairros que
param para festejar o “Santo Guerreiro”. 23 de abril é mais do que comer feijoada, é dia do
macumbeiro sair na rua e manifestar a sua fé socialmente aceita.
Na mitologia, Ogum é Rei, é ferreiro e é Guerreiro. Sua faceta guerreiro é o mais famoso
por toda sua relação com São Jorge, mas é Ogum quem ensina e dá as ferramentas para
os humanos. Responsável por todo avanço de conhecimento tecnológico, do arado às
ferramentas, passando por construção de casa. Em um dos seus itans, Oxaguiã e Oxalá
são os grandes criadores do mundo que formam e pensam novos planos, Ogum é quem
tem os instrumentos da mudança, é sempre quem fala “eu tenho a solução para isso”.
Primeiro um itan de sua origem como Orixá, Ogum como rei:
“Ogum era filho mais velho de Odùdúia. Grande temido guerreiro que lutava reinos vizinhos
como Ará e Irê (esta quando conquistada nomeou o filho como rei). Ogum teria sido o mais
enérgico dos filhos de Odùdùa e foi ele que se tornou regente do reino de Ifé quando
Odùdùa ficou temporariamente cego. Ogum decidiu, depois de numerosos anos ausente de
Irê, voltar para visitar seu filho. Entretanto, as pessoas na cidade, não lhe dirigiram a
palavra, não foi recebido na cidade como o grande rei que se sentia. Ogum tinha fome e
sede; viu vários potes de vinho de palma, mas ignorava que estivessem vazios. Ninguém o
havia saudado ou respondido às suas perguntas. Ele não era reconhecido no local por ter
ficado ausente durante muito tempo. Ogum, cuja paciência é pequena, enfureceu-se com o
silêncio geral, por ele considerado ofensivo. Começou a quebrar com golpes de sabre os

potes e, logo depois, sem poder se conter, passou a cortar as cabeças das pessoas mais
próximas; até que seu filho apareceu, oferecendo-lhe as suas comidas prediletas; cabritos e
feijão preto regado com azeite-de-dendê e potes de vinho de palma. Enquanto saciava a
sua fome e a sua sede, os habitantes de Irê cantavam louvores em que não faltava a
menção a Ògúnjajá, o que lhe valeu o nome de ògúnjá. Ogum obteve a explicação que ele
adentrara no reino em uma data festiva que ninguém poderia falar sob nenhuma hipótese.
Os votos de silêncio faziam parte das celebrações e ritos da data. Tomado pela culpa,
Ogum se torna Orixá. Vestiram Ogum com roupas novas, cantaram e dançaram para ele,
mas Ogum estava inconsolável, pois havia matado os habitantes de sua cidade. Não se
dera conta da cerimônia tão importante para todo o reino. Ogum sentia que já não podia ser
o rei. E Ogum estava arrependido de sua intolerância, envergonhado por tamanha
precipitação. Ogum fustigou-se dia e noite em autopunição. Não tinha medida o seu
tormento, nem havia possibilidade de autocompaixão. Ogum então enfiou sua espada no
chão; e num átimo de segundo a terra se abriu e ele foi tragado solo abaixo. Ogum estava
no Orum, o céu dos deuses. Não era mais humano. Tornara-se um orixá. Antes de
desaparecer, entretanto, ele pronunciou algumas palavras. A essas palavras, ditas durante
uma batalha, Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou. Porém, elas
não devem ser usadas em outras circunstâncias; pois, se não encontrar inimigos diante de
si, é sobre o imprudente que o evocou sem necessidade que Ogum se lançará em batalha.”
Sendo assim, Ogum enquanto Guerreiro é a partir deste itan. Ogum enquanto guerreiro não
é, em sua mitologia, o conquistador, o imperialista, aquele que subjuga povos e leva a
“civilização capitalista”. Ogum é o pacificador. É quem vai para a guerra para movimentar as
relações, quando conquista um lugar o deixa para outro administrar, não é um acumulador
de terrenos, de glórias e riquezas. Tudo que é de Ogum é para os outros. E Ogum é tomado
pela culpa de seus atos e se dedica aos humanos.
Ogum é irmão de Exú e Xangô e filho de Yemanjá. A guerra, a agricultura e a tecnologia
são seus domínios, pois ele é o grande orixá ferreiro que deu origem as ferramentas para
poder cultivar a terra, assim como criou as armas para guerrear. Griots nos contam que
desde a criação do Aiê Olodumaré incubiu aos Orixás a criação, e Ogum é quem dominava
o ferro e as ferramentas. Certa vez, Ogum angustiado foi consultar o Ifá. O oráculo indica
um ebó de milho e inhame. Ele fez com que estes brotassem em abundância, ensinou as
técnicas de arado e plantio, se tornando o patrono da agricultura.
Ogum é o orixá do ferro, dos ferreiros e de todos aqueles que utilizam esse material:
agricultores, caçadores, açougueiros, barbeiros, marceneiros, carpinteiros e escultores.
Desde o início do século, os mecânicos, os condutores de automóveis ou de trens, os
reparadores de velocípedes e de máquinas de costura vieram juntar-se ao grupo de seus
fiéis. Ogum simboliza a capacidade de criação do homem, pois ele forjou todo instrumento
que se tenha como matéria-prima o ferro. Assim, para evitar mais redundâncias, Ogum é o
orixá do sangue que sustenta o corpo, da espada, da forja e do ferro, é o padroeiro
daqueles que manejam ferramentas. Patrono dos conhecimentos práticos e da tecnologia
simboliza a ação criadora do homem sobre a natureza, a inovação, a abertura de caminhos
em geral.
Na crença popular dizem que os filhos de Ogum são pessoas fortes, aguerridas e
impulsivas, incapazes de perdoar as ofensas de que foram vítimas. Referem-se a elas

como pessoas que perseguem energicamente seus objetivos e não se desencorajam
facilmente. Daquelas que, nos momentos difíceis, triunfam onde qualquer outro teria
abandonado o combate e perdido toda a esperança. Das que possuem humor mutável,
passando de furiosos acessos de raiva ao mais tranqüilo dos comportamentos. Finalmente,
é o arquétipo das pessoas impetuosas e arrogantes, daquelas que se arriscam a melindrar
os outros por uma certa falta de discrição quando lhe prestam serviços, mas que, devido à
sinceridade e franqueza de suas intenções, tornam-se difíceis de serem odiadas.
Jorge, que na mitologia, veio da Capadócio (Turquia) foi soldado romano, mártir e venerado
por católicos, ortodoxos e outros cristãos. Imortalizado na lenda de matador de Dragão.
Pois bem, Jorge é padroeiro e cultuado nos países: Inglaterra (A bandeira da Inglaterra é a
bandeira de São Jorge); Portugal; Geórgia (o nome do país é em homenagem ao santo);
Lituânia; Sérvia; Montenegro; Etiópia. Além das cidades: Londres, Barcelona. Génova,
Régio da Calábria, Ferrara, Friburgo em Brisgóvia, Moscovo e Beirute.
Na Bahia é em outra data, mas no Rio o dia de Ogum é dia de São Jorge, muito apegado à
imagem de guerreiro de ambos. Em Cuba a tradição Ifá Lucumí tem o mesmo dia que os
cariocas para as comemorações. Ogum é dia 23, mas Yemanjá não é em fevereiro, é em
setembro por exemplo. A lua é algo que só se atribui no Brasil e a sua imagem na lua, não
sei se é vista apenas daqui, mas não encontramos a mesma analogia nos outros países.
São Jorge é padroeiro dos escoteiros, da cavalaria e do exército brasileiro. É o axé da
bateria da Império Serrano.
A bandeira de São Jorge aparece no escudo do Barcelona, assim como o nome catalão
Jordy (jorge) é muito usado por lá. No dia 23 de Abril, os catalães comemoram o “dia dos
namorados” dando flores para mulheres e livros para os homens. Nos dias de hoje a
tradição machista já foi superada, dando-se livros para homens e mulheres. Então neste dia
23 compre livros da Livraria Casa da Árvore para presentear seus amades. Para saber mais
de Ogum leia: “Pedrinhas miudinhas” de Luiz Antonio Simas, “Ogum: caçador, agricultor,
ferreiro, trabalhador, guerreiro e rei” de Reginaldo Prandi, “Ifá Lucumí: o resgate da
tradição” de Nei Lopes, “Os orixás e a personalidade humana” de Mario Cesar Barcellos e
muito outros!
Se quiser uma feijoada boa tem na casa Omolokum e ouça Zeca Pagodinho e Juçara
Marçal. Salve Jorge!

Dia 23 de Abril

“Eu sou descendente Zulú
Sou um soldado de Ogum
Devoto dessa imensa legião de Jorge
Eu sincretizado na fé
Sou carregado de axé
E protegido por um cavaleiro nobre
Sim vou na igreja festejar meu protetor
E agradecer por eu ser mais um vencedor
Nas lutas nas batalhas
Sim vou no terreiro pra bater o meu tambor
Bato cabeça firmo ponto sim senhor
Eu canto pra Ogum…”

Hoje é dia de grandes festas e comemorações. É o ano novo, é o natal do suburbano. Esse
texto é pra quem é do babado. Não me venham reclamar de fogos de artifício 6h da manhã,
ou que o feriado foi adiantado por conta da pandemia. Aqui estamos falando de louvar
Deuses, Orixás, Santos, renovar votos de fé, de acender velas, de agradecer, de se
proteger. Estamos falando de Santa Cruz, Campo Grande, Quintino e outros bairros que
param para festejar o “Santo Guerreiro”. 23 de abril é mais do que comer feijoada, é dia do
macumbeiro sair na rua e manifestar a sua fé socialmente aceita.
Na mitologia, Ogum é Rei, é ferreiro e é Guerreiro. Sua faceta guerreiro é o mais famoso
por toda sua relação com São Jorge, mas é Ogum quem ensina e dá as ferramentas para
os humanos. Responsável por todo avanço de conhecimento tecnológico, do arado às
ferramentas, passando por construção de casa. Em um dos seus itans, Oxaguiã e Oxalá
são os grandes criadores do mundo que formam e pensam novos planos, Ogum é quem
tem os instrumentos da mudança, é sempre quem fala “eu tenho a solução para isso”.
Primeiro um itan de sua origem como Orixá, Ogum como rei:
“Ogum era filho mais velho de Odùdúia. Grande temido guerreiro que lutava reinos vizinhos
como Ará e Irê (esta quando conquistada nomeou o filho como rei). Ogum teria sido o mais
enérgico dos filhos de Odùdùa e foi ele que se tornou regente do reino de Ifé quando
Odùdùa ficou temporariamente cego. Ogum decidiu, depois de numerosos anos ausente de
Irê, voltar para visitar seu filho. Entretanto, as pessoas na cidade, não lhe dirigiram a
palavra, não foi recebido na cidade como o grande rei que se sentia. Ogum tinha fome e
sede; viu vários potes de vinho de palma, mas ignorava que estivessem vazios. Ninguém o
havia saudado ou respondido às suas perguntas. Ele não era reconhecido no local por ter
ficado ausente durante muito tempo. Ogum, cuja paciência é pequena, enfureceu-se com o
silêncio geral, por ele considerado ofensivo. Começou a quebrar com golpes de sabre os potes e, logo depois, sem poder se conter, passou a cortar as cabeças das pessoas mais
próximas; até que seu filho apareceu, oferecendo-lhe as suas comidas prediletas; cabritos e
feijão preto regado com azeite-de-dendê e potes de vinho de palma. Enquanto saciava a
sua fome e a sua sede, os habitantes de Irê cantavam louvores em que não faltava a
menção a Ògúnjajá, o que lhe valeu o nome de ògúnjá. Ogum obteve a explicação que ele
adentrara no reino em uma data festiva que ninguém poderia falar sob nenhuma hipótese.
Os votos de silêncio faziam parte das celebrações e ritos da data. Tomado pela culpa,
Ogum se torna Orixá. Vestiram Ogum com roupas novas, cantaram e dançaram para ele,
mas Ogum estava inconsolável, pois havia matado os habitantes de sua cidade. Não se
dera conta da cerimônia tão importante para todo o reino. Ogum sentia que já não podia ser
o rei. E Ogum estava arrependido de sua intolerância, envergonhado por tamanha
precipitação. Ogum fustigou-se dia e noite em autopunição. Não tinha medida o seu
tormento, nem havia possibilidade de autocompaixão. Ogum então enfiou sua espada no
chão; e num átimo de segundo a terra se abriu e ele foi tragado solo abaixo. Ogum estava
no Orum, o céu dos deuses. Não era mais humano. Tornara-se um orixá. Antes de
desaparecer, entretanto, ele pronunciou algumas palavras. A essas palavras, ditas durante
uma batalha, Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou. Porém, elas
não devem ser usadas em outras circunstâncias; pois, se não encontrar inimigos diante de
si, é sobre o imprudente que o evocou sem necessidade que Ogum se lançará em batalha.”
Sendo assim, Ogum enquanto Guerreiro é a partir deste itan. Ogum enquanto guerreiro não
é, em sua mitologia, o conquistador, o imperialista, aquele que subjuga povos e leva a
“civilização capitalista”. Ogum é o pacificador. É quem vai para a guerra para movimentar as
relações, quando conquista um lugar o deixa para outro administrar, não é um acumulador
de terrenos, de glórias e riquezas. Tudo que é de Ogum é para os outros. E Ogum é tomado
pela culpa de seus atos e se dedica aos humanos.
Ogum é irmão de Exú e Xangô e filho de Yemanjá. A guerra, a agricultura e a tecnologia
são seus domínios, pois ele é o grande orixá ferreiro que deu origem as ferramentas para
poder cultivar a terra, assim como criou as armas para guerrear. Griots nos contam que
desde a criação do Aiê Olodumaré incubiu aos Orixás a criação, e Ogum é quem dominava
o ferro e as ferramentas. Certa vez, Ogum angustiado foi consultar o Ifá. O oráculo indica
um ebó de milho e inhame. Ele fez com que estes brotassem em abundância, ensinou as
técnicas de arado e plantio, se tornando o patrono da agricultura.
Ogum é o orixá do ferro, dos ferreiros e de todos aqueles que utilizam esse material:
agricultores, caçadores, açougueiros, barbeiros, marceneiros, carpinteiros e escultores.
Desde o início do século, os mecânicos, os condutores de automóveis ou de trens, os
reparadores de velocípedes e de máquinas de costura vieram juntar-se ao grupo de seus
fiéis. Ogum simboliza a capacidade de criação do homem, pois ele forjou todo instrumento
que se tenha como matéria-prima o ferro. Assim, para evitar mais redundâncias, Ogum é o
orixá do sangue que sustenta o corpo, da espada, da forja e do ferro, é o padroeiro
daqueles que manejam ferramentas. Patrono dos conhecimentos práticos e da tecnologia
simboliza a ação criadora do homem sobre a natureza, a inovação, a abertura de caminhos
em geral.
Na crença popular dizem que os filhos de Ogum são pessoas fortes, aguerridas e
impulsivas, incapazes de perdoar as ofensas de que foram vítimas. Referem-se a elas como pessoas que perseguem energicamente seus objetivos e não se desencorajam
facilmente. Daquelas que, nos momentos difíceis, triunfam onde qualquer outro teria
abandonado o combate e perdido toda a esperança. Das que possuem humor mutável,
passando de furiosos acessos de raiva ao mais tranqüilo dos comportamentos. Finalmente,
é o arquétipo das pessoas impetuosas e arrogantes, daquelas que se arriscam a melindrar
os outros por uma certa falta de discrição quando lhe prestam serviços, mas que, devido à
sinceridade e franqueza de suas intenções, tornam-se difíceis de serem odiadas.
Jorge, que na mitologia, veio da Capadócio (Turquia) foi soldado romano, mártir e venerado
por católicos, ortodoxos e outros cristãos. Imortalizado na lenda de matador de Dragão.
Pois bem, Jorge é padroeiro e cultuado nos países: Inglaterra (A bandeira da Inglaterra é a
bandeira de São Jorge); Portugal; Geórgia (o nome do país é em homenagem ao santo);
Lituânia; Sérvia; Montenegro; Etiópia. Além das cidades: Londres, Barcelona. Génova,
Régio da Calábria, Ferrara, Friburgo em Brisgóvia, Moscovo e Beirute.
Na Bahia é em outra data, mas no Rio o dia de Ogum é dia de São Jorge, muito apegado à
imagem de guerreiro de ambos. Em Cuba a tradição Ifá Lucumí tem o mesmo dia que os
cariocas para as comemorações. Ogum é dia 23, mas Yemanjá não é em fevereiro, é em
setembro por exemplo. A lua é algo que só se atribui no Brasil e a sua imagem na lua, não
sei se é vista apenas daqui, mas não encontramos a mesma analogia nos outros países.
São Jorge é padroeiro dos escoteiros, da cavalaria e do exército brasileiro. É o axé da
bateria da Império Serrano.
A bandeira de São Jorge aparece no escudo do Barcelona, assim como o nome catalão
Jordy (jorge) é muito usado por lá. No dia 23 de Abril, os catalães comemoram o “dia dos
namorados” dando flores para mulheres e livros para os homens. Nos dias de hoje a
tradição machista já foi superada, dando-se livros para homens e mulheres. Então neste dia
23 compre livros da Livraria Casa da Árvore para presentear seus amades. Para saber mais
de Ogum leia: “Pedrinhas miudinhas” de Luiz Antonio Simas, “Ogum: caçador, agricultor,
ferreiro, trabalhador, guerreiro e rei” de Reginaldo Prandi, “Ifá Lucumí: o resgate da
tradição” de Nei Lopes, “Os orixás e a personalidade humana” de Mario Cesar Barcellos e
muito outros!
Se quiser uma feijoada boa tem na casa Omolokum e ouça Zeca Pagodinho e Juçara
Marçal. Salve Jorge!

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